sexta-feira, 3 de julho de 2015

"Quem é o diferente?"


A FPDA-Federação Portuguesa de Autismo é uma pessoa colectiva de direito privado com a natureza de instituição particular de solidariedade social, com sede em Lisboa. Foi fundada em 2003 mas iniciou as suas actividades em Janeiro de 2004.
Tem âmbito nacional e substitui a organização nacional APPDA, Associação Portuguesa para a Protecção aos Deficientes Autistas (anteriormente denominada Associação Portuguesa para a Protecção às Crianças Autistas), fundada em 1971, membro da Associação Internacional Autisme-Europe desde 1988. A Presidente da Federação foi Vice-presidente do Autisme-Europe de 1990 a 2008.
Os membros da Federação são ONGs do desenvolvimento, sem fins lucrativos, Instituições Particulares de Segurança Social, parcialmente financiadas pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social. O restante financiamento é feito através das cotizações dos membros, donativos e patrocínios.
A Federação Portuguesa de Autismo deve promover e apoiar as iniciativas dos seus membros e ajudar a implementar novas organizações. Representa os seus membros junto das organizações públicas e privadas, portuguesas ou estrangeiras que perseguem os mesmos fins.

MEMBROS FUNDADORES:

APPDA-Lisboa, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo
APPDA-Norte, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo
APPDA-Coimbra, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo
APPDA-Viseu, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo


MISSÃO

Defesa incondicional dos direitos das pessoas com  Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) e das pessoas com elas significativamente envolvidas.
Representação das suas associadas junto das organizações nacionais e internacionais.


VISÃO

Ser reconhecida como a representante Portuguesa das associações de pessoas com perturbações do espectro do autismo (PEA)


VALORES

A não discriminação; o associativismo; a solidariedade; a inclusão e a representatividade.


PRINCÍPIOS

Os princípios que estão consagrados nos documentos de ordem jurídica nacional e internacional, tais como a Carta dos Direitos das Pessoas com Autismo e a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realçando a representação e defesa dos direitos das instituições federadas.


POLITICA DA QUALIDADE

É Política da Qualidade da Federação Portuguesa de Autismo garantir a satisfação dos seus clientes através de um comportamento eficiente que conduza a uma actuação eficaz em todos os processos do SGQ.
Os processos de formação e inclusão são conduzidos com o dinamismo necessário para atingir resultados inovadores que conduzam à mudança visando sempre a Política da Qualidade.
A melhoria de qualidade apoia-se na partilha de experiências, de conhecimentos e na cooperação dos membros da FPDA - Federação Portuguesa de Autismo. Esta melhoria está integrada num processo contínuo, plenamente assumida por todos os órgãos dirigentes e colaboradores, num compromisso pela qualidade.

As parcerias com outras organizações contribuem para que a FPDA - Federação Portuguesa de Autismo e os seus clientes desenvolvam uma cultura de qualidade na prossecução da Missão que se propuseram cumprir. Visam o enriquecimento do conhecimento comum e contribuem para o desenvolvimento das boas práticas que estão de acordo com as políticas comuns de inclusão e solidariedade, cultivando sempre a cooperação e o associativismo que têm como valores de base.

(informação retirada do site)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Um refugio para crianças e não só!


O Conselho Português para os Refugiados (CPR) é uma Organização não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) sem fins lucrativos, independente e pluralista, inspirada numa cultura humanista de tolerância e respeito pela dignidade dos outros povos.
Foi constituído em 20 de Setembro de 1991 por um conjunto de personalidades de diversos quadrantes da sociedade portuguesa. Teresa Tito de Morais foi eleita Presidente da Direção, cargo que mantém até à presente data.
A pequena ONG que nasceu há mais de duas décadas apenas com dois trabalhadores, um punhado de voluntários e o patrocínio exclu­si­vo do ACNUR, é hoje uma organização bem consolidada, com mais de quatro dezenas de colabo­radores, com vários projetos em curso, financiados por entidades diversas, que visam o acolhimento e integração de refugiados, a promoção de políticas de asilo humanitárias e sustentáveis, a formação e a sensibilização para esta temática e para os direitos humanos em geral.
É o parceiro operacional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) para Portugal, mantendo um Protocolo de Cooperação, desde Julho de 1993, que visa a proteção jurídica e social dos requerentes de asilo e dos refugiados. A partir de Dezembro de 1998, data do encerramento do ACNUR em Portugal, o CPR passou a representar esta organização no nosso país.
O CPR celebrou igualmente protocolos com o governo português (Ministério da Administração Interna - MAI e Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social - MSESS) e desenvolve projetos nas áreas do acolhimento de requerentes de asilo e integração de refugiados.
O CPR no âmbito da Lei de Asilo 27/2008, de 30 de Junho, com as alterações introduzidas pela Lei 26/2014, desempenha um papel fundamental na área do asilo e dos refugiados (ver www.cpr.pt/legislação).
Ao longo da sua história, o CPR tem apostado fortemente na formação de técnicos, advogados, estudantes, jornalistas, voluntários, entre outros públicos, com o objetivo de assegurar uma sociedade de acolhimento mais informada sobre a temática do Asilo e Refugiados. Anualmente, o CPR ministra o seminário de "Direito de Asilo e Refugiados" na Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto (UCP-Porto), Semestre de Inverno.
Ao nível europeu o CPR é membro do European Council on Refugees and Exiles - ECRE (Conselho Europeu para os Refugiados e Exilados) e da European Legal Network on Asylum - ELENA (Rede Legal Europeia de Asilo) e da Rede Separated Children European Programme - SCEP (Rede Programa Europeu para as Crianças Separadas).
É membro da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR) criada pela Lei n.º. 134/99, de 28 de Agosto, representando as associações de direitos humanos.
Em 12 de Dezembro de 2000, o CPR foi distinguido com o "Prémio Direitos Humanos" da Assembleia da República. No dia 20 de Julho de 2012 foi entregue à Presidente da Direção do CPR, a Medalha de Mérito e Dedicação da Câmara Municipal de Loures. No âmbito do seu 50º aniversário, a Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, numa cerimónia realizada na Fundação Calouste Gulbenkian, em dezembro de 2012, homenageou o CPR "pelo excelente trabalho que desenvolve no apoio aos refugiados e por ser uma instituição parceira de referência para a Obra Católica Portuguesa para as Migrações".

Principais áreas de intervenção

As principais áreas de intervenção são:

O atendimento jurídico é uma área essencial no trabalho do CPR uma vez que permite o acompanhamento do processo de acolhimento e integração dos refugiados em Portugal. O grupo jurídico do CPR assiste e apoia, gratuitamente, todos os requerentes de asilo, refugiados, deslocados e pessoas que necessitam de proteção humanitária, no que diz respeito a todos os aspetos legais e jurídicos derivados da sua chegada a Portugal. Os juristas deslocam-se aos postos de fronteira no aeroporto e no interior do país, com a finalidade de entrevistar os requerentes de asilo com vista à determinação do estatuto de refugiado e de acompanhar o processo em todas as fases do procedimento. O CPR zela para que a Lei de Asilo e suas garantias sejam escrupulosamente asseguradas recorrendo, quando necessário, a intérpretes, garantindo uma comunicação o mais fiel possível, respeitadora dos direitos dos requerentes de asilo.
Alojamento inicial e apoio social - O CPR desenvolve programas com o objetivo de proporcionar aos requerentes de asilo e refugiados as ferramentas necessárias para alcançarem a plena integração, nas mesmas condições de igualdade e respeito que os cidadãos portugueses, na vida cívica, laboral e cultural da nossa sociedade. Estes projetos incluem: a informação e o acolhimento; o alojamento transitório no Centro de Acolhimento para Refugiados (CAR), com apoios para alimentação, transportes, documentação, comunicações e subsídios de emergência. O acesso à educação e aos cuidados de saúde; a formação em língua portuguesa e informática e a utilização do Espaço INTERNET. O atendimento abrange tanto os requerentes de asilo residentes no CAR, como aqueles que já dispõem de formas de alojamento no exterior. Uma atenção particular é dada aos grupos mais vulneráveis como os menores não acompanhados e famílias mono parentais.
A formação em Português Língua Estrangeira (PLE)* foi desenhada com o objetivo de capacitar os refugiados e requerentes de asilo de maiores competências que lhes permitissem uma maior e mais fácil integração na sociedade de acolhimento.
O serviço de emprego e formação profissional auxilia no processo de procura de emprego. Para além do apoio na elaboração dos CVs, carta de apresentação e na preparação para entrevistas de seleção, este gabinete identifica ofertas de emprego, procede à marcação de entrevistas, analisa as necessidades em termos de formação profissional, encaminhando os utentes para as ofertas mais adequadas.
A sensibilização, formação e informação pública* têm como objetivo sensibilizar a opinião pública para a problemática dos refugiados, contrariando a discriminação e promovendo a igualdade. O CPR estimula eventos como o Dia Mundial do Refugiado (20 de Junho), sessões de esclarecimento em universidades e escolas secundárias, bem como congressos internacionais. Promove cursos via e-learning sobre a temática do asilo e refugiados.
A informação e a documentação são facilitadas a estudantes, investigadores, técnicos, jornalistas, entre outros. O CPR disponibiliza materiais relacionados com a situação dos refugiados no Mundo e estudos comparativos sobre a situação dos direitos humanos nos países de origem dos refugiados. O CAR dispõe de uma biblioteca-mediateca pública, especializada em direitos humanos.


Informação retirada do site www.crp.pt

terça-feira, 12 de maio de 2015

"Ser ou não ser Enfermeiro?! Eis uma paixão!!"


Escrevo este texto de madrugada, neste momento o silêncio impera, tirando um ou outro murmúrio, uma tosse ou um gemido, todos os utentes dormem. É noite de feriado e eu faço mais um turno, entre tantos outros, entre tantos dias e semanas, nas quais perdemos a conta pois já confundimos as segundas com as quintas, e os domingos com as sextas tal é a quantidade de turnos que fazemos! Somos poucos Enfermeiros, e os utentes são tantos e com tantas necessidades e eu só espero que esta noite corra bem. Que ninguém me morra nos braços. É isso que peço!
Já estamos em maio, e no dia 12 celebra-se o Dia internacional do Enfermeiro, dia internacional!, porque somos tantos em todos os países! Somos tantos em Portugal, mais de 65000! E precisávamos de tantos mais! E os Portugueses nem se apercebem desta falta! Os Enfermeiros correm, fazem das tripas coração para conseguir segurar numa mão, para dar uma palavra de conforto, para conseguir prestar cuidados dignos, para ajudar no leito de morte, para confortar uma família! E por vezes apenas se acha que nós só corremos… e corremos! Corremos para si que está numa cama depois de uma cirurgia, para o seu filho que está numa incubadora com dificuldade em respirar, para o seu pai que está num lar com dores. Corremos! Corremos pela sua saúde, a toda a hora, todos os dias!
E é isto que é ser Enfermeiro, é uma paixão pelo cuidar, pelo cuidar do outro, seja velho ou novo, seja uma família grande ou pequena, seja de que continente, raça ou etnia for, os Enfermeiros cuidam e cuidarão sempre de si, é esse o nosso desígnio, é essa a nossa vocação! Nada nos reconforta mais que um sorriso, que um gesto que demonstre que você está melhor, que conseguiu fazer algo mais, que tem autonomia, que vê o seu filho correr novamente! Ser Enfermeiro é esperar a recompensa na saúde do outro, é levar para casa as coisas boas e más, as nossas e as suas, porque nós também as sentimos, e sofremos, se sofremos!
Por isso chame os Enfermeiros quando estiver em qualquer serviço de saúde e pergunte-nos se somos os suficientes, e pergunte o que poderíamos fazer de diferente por si, pela sua família, pelos Portugueses! E faríamos tanto!

Eu por cá vou dar mais uma volta pelo serviço, chegar ao pé de cada um e ver se descansam tranquilos, se precisam de alguma coisa, que entretanto já nasce o sol, já vem um grupo de pessoas por esses corredores fora, especialmente as famílias, ver os seus mais-que-tudo, e esperam vê-los bem, a recuperar, ou se não pelo menos vê-los confortáveis, sem dor, com um sorriso, com uma alegria no olhar. É meu dever, e de todos os Enfermeiros, zelar por isso! Parabéns aos Enfermeiros, incansáveis nesta luta diária, por melhores condições e melhores cuidados, para si! E obrigado a si, de quem cuidamos, pois é por si e pelos seus que nos levantamos todos os dias e todas as noites! Pelo cuidar, pela sua saúde!

Autor "Anónimo"

quinta-feira, 9 de abril de 2015

"Sangue, Suor e Lágrimas"


A APH – Associação Portuguesa de Hemofilia e de outras Coagulopatias Congénitas é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, na área da Saúde, sem fins lucrativos. Colabora com as entidades governamentais para garantir o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento adequados a toda a comunidade com Distúrbios Hemorrágicos.

Melhorar a qualidade de vida das pessoas com Distúrbios Hemorrágicos Hereditários

A Associação Portuguesa de Hemofilia e de outras Coagulopatias Congénitas é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, na área da Saúde, sem fins lucrativos. Colabora com as entidades governamentais para garantir o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento adequados a toda a comunidade com Distúrbios Hemorrágicos.

Tratamento para todos será a meta final, para que todas as pessoas com estas patologias possam ter uma melhor qualidade de vida, nomeadamente a nível médico e psicossocial.


Donativos e Mecenato
IRS

Qualquer pessoa ou empresa que esteja interessada em efectuar um donativo pode fazê-lo ao abrigo do Estatuto do Mecenato, sendo este donativo monetário ou em bens materiais e dedutíveis no IRS através de comprovativo passado pela Associação, sendo este recibo passado no valor dos bens na altura da oferta.

Caso esteja interessado em efectuar um donativo, contacte em info@aphemofilia.pt.

Voluntariado

O voluntário é o jovem ou adulto que, devido ao seu interesse e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de actividades de bem-estar social ou outros campos de intervenção

O voluntário deve ser:

1. Participativo nas diferentes actividades e até nos próprios órgãos da instituição.
 2. Comprometido com a causa que defende
 3. Capacitado/Formado- O voluntário deve procurar formação para a actividade que irá desenvolver
 4. Motivado- Fundamental para a continuidade do voluntariado
 5. Disponível para as tarefas que se propõe assim como para a formação e participação.
 6. Polivalente- a participação deve ser diversificada
 7. Cooperativo- ser capaz de trabalhar em equipa

Deve ter as seguintes características:
•Respeito e tolerância
•Capacidade de adaptação e de aprendizagem
•Iniciativa
•Atitude solidária
•Empatia
•Compromisso
•Capacidade de trabalhar em equipa

Como ser voluntário

Se quer ser voluntário na Associação Portuguesa dos Hemofílicos, poderá fazê-lo dirigindo-se à sede da Instituição, apresentar-se como candidato a voluntário e solicitar uma entrevista. Preencher a Ficha de inscrição Voluntariado

Vantagens de ser voluntário na APH
•Aquisição de competências multifacetadas;
•Integração numa equipa dinâmica vocacionada para a promoção da saúde e para a solidariedade;
•Pode usufruir gratuitamente dos serviços que a APH disponibiliza aos seus associados (Apoio Jurídico – aconselhamento e Apoio Psicológico);
•Pagamento de refeição, deslocações em transportes públicos e seguro de voluntário, durante o tempo de voluntariado;
•Participação nos Encontros de Hemofilia que se realizam uma vez por ano;
•Certificado de Voluntário.

Associe-se
A APH estende a maioria dos benefícios que tem disponível para as pessoas com hemofilia também aos seus associados. Assim, mediante apresentação do seu cartão de associado e comprovativo da situação de quotização regularizada usufruir do Protocolo que a APH dispõe com o Banco BPI, para obter vantagens ao nível dos produtos disponibilizados  por esta instituição bancária. A APH tem ainda uma parceria com a Real Associação dos Bombeiros Voluntários de Lisboa no que respeita ao acesso a um preçário mais económico para o transporte em ambulância. Para além disso, os serviços de Apoio Jurídico e Psicológico estão igualmente preparados para realizar o acompanhamento gratuito aos associados mediante solicitação. Para qualquer questão relacionada com estes benefícios, por favor contacte os Serviços Administrativos através do telefone: 218598491 ou do email: info@aphemofilia.pt. Faça o download da Ficha de Inscrição de associado.



(Informação retirada do site da associação)

sexta-feira, 6 de março de 2015

“Angústia de um professor que também é uma pessoa”


Desde os 10/11 anos que queria ser professor… influência da admiração que tinha pelo meu professor de educação física do ensino preparatório (actual 2º ciclo). “Caminhei” nesse sentido e mesmo contra a vontade dos meus pais, percorri o caminho do ensino (secundário e superior) para que tal desiderato fosse alcançado… Assim, cá estou eu… na Escola desde 1981 e como professor desde 1997. Não é muito tempo (a caminho dos 20 anos) mas já é o suficiente para viver diferentes fases da nossa Escola. E ser professor como sou, por opção e convicção de que me dirigia para o que gostava de fazer e queria desempenhar, é uma sorte… mas que procurei com determinação. Ao longo de toda esta (meia) carreira as coisas foram-se modificando demasiado para uma instituição basilar para qualquer sociedade. E porquê? Apenas porque não é “pensada”. A Escola não é “pensada”! A Escola é (mais) um instrumento que politicamente se pode modificar, “apertar”, investir, cortar, visitar, inspeccionar, tornar mais “participativa”… enfim a Escola pode ser o que qualquer governo ou ministro “sonha” ser a sua “salvação”. Se não vejamos: neste período de 18 anos não conheço nenhuma medida, nenhuma política ou opção escolar que venha promover a melhoria do processo ensino aprendizagem, que, no fundo, será o principal papel da Escola. Desta forma não podemos esperar que os nossos alunos venham motivados, determinados e/ou alegres para um “emprego” que se diz para eles, mas no qual, sempre que se tomam novas medidas, estas não os beneficiam. Em nada! A Escola onde lecciono foi recentemente intervencionada. A sala dos alunos fica entre o bufete e a sala dos professores. Será que quem a “redesenhou” tem noção do que são 80 professores mais 600 alunos a cruzarem-se nos pequenos intervalos de que ambos os grupos dispõem? E as salas? A maioria tem capacidade para 28 alunos e o ministério 2 anos depois aumentou o número máximo para 30. Esta Escola foi “pensada”? Há uma “ideia” de Escola para o futuro? Estes são os motivos de alguma angústia que os que servem a nossa Escola pública vivem no dia-a-dia. Não se pense que é só a forma como se processa a avaliação dos professores, a redução das benesses numa carreira de incalculável desgaste, a nossa sociedade considerar que os professores têm muitos períodos de interrupção lectiva ou os “concursos” com critérios que servem alguns “momentos”, que levam à situação de generalizada desmotivação actual. É todo um conjunto de factores, quase todos externos às próprias Escolas, que apontam para aquilo que não é importante e que desgasta o que é importante… e entenda-se que o que mais importa é o que conseguimos “dar” aos alunos... e esta transmissão será melhor se, entretanto, e pelo menos, consideramos (nós – sociedade) importante quem lidera esse processo de ensino. Mas quando até os nossos superiores hierárquicos nos desconsideram…

Autor - "Anónimo"

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015



Combater este silêncio não é fácil...


A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) é uma instituição particular de solidariedade social, pessoa coletiva de utilidade pública, que tem como objetivo estatutário promover e contribuir para a informação, proteção e apoio aos cidadãos vítimas de infrações penais.
É, em suma, uma organização sem fins lucrativos e de voluntariado, que apoia, de forma individualizada, qualificada e humanizada, vítimas de crimes, através da prestação de serviços gratuitos e confidenciais.
Fundada em 25 de Junho de 1990, é uma instituição de âmbito nacional, localizando-se a sua sede em Lisboa.
Para a realização do seu objetivo, a APAV propõe-se, nomeadamente:

» Promover a proteção e o apoio a vítimas de infrações penais, em particular às mais carenciadas, designadamente através da informação, do atendimento personalizado e encaminhamento, do apoio moral, social, jurídico, psicológico e económico;

» Colaborar com as competentes entidades da administração da justiça, polícias, de segurança social, da saúde, bem como as autarquias locais, regiões autónomas e outras entidades públicas ou particulares de infrações penais e respetivas famílias;

» Incentivar e promover a solidariedade social, designadamente através da formação e gestão de redes de cooperadores voluntários e do mecenato social, bem como da mediação vítima-infrator e outras práticas de justiça restaurativa;

» Fomentar e patrocinar a realização de investigação e estudos sobre os problemas da vítima, para a mais adequada satisfação dos seus interesses;

» Promover e participar em programas, projetos e ações de informação e sensibilização da opinião pública;

» Contribuir para a adoção de medidas legislativas, regulamentares e administrativas, facilitadoras da defesa, proteção e apoio à vítima de infrações penais, com vista à prevenção dos riscos de vitimização e atenuação dos seus efeitos;

» Estabelecer contactos com organismos internacionais e colaborar com entidades que em outros países prosseguem fins análogos.



VISÃO
A APAV acredita e trabalha para que em Portugal o estatuto da vítima de crime seja plenamente reconhecido, valorizado e efetivo.

MISSÃO
Apoiar as vítimas de crime, suas famílias e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas, sociais e privadas centradas no estatuto da vítima.


TESTEMUNHOS DE VOLUNTÁRIOS

“Os motivos que me levaram a procurar o voluntariado na APAV foram a necessidade de sentir que estava a ajudar e a contribuir de forma positiva e activa para a sociedade, ao mesmo tempo que vou adquirindo experiência na minha área profissional, permitindo-me evoluir e desenvolver-me como psicólogo.
Foi com grande satisfação que encontrei na APAV uma equipa que partilha desses sentimentos e ideais e a oportunidade de contribuir para a resolução de muitas situações complicadas que, de outra forma, não teriam atenção e auxílio. O trabalho que a APAV desenvolve próximo dos seus utentes, as vítimas de crime, é de importância extrema, pois na maior parte dos casos surge como a única entidade ou organismo a prestar auxílio a estas pessoas numa altura de necessidade.
É também com enorme satisfação que vemos os nossos utentes a reconstruir as suas vidas, a criar um novo projecto de vida, um projecto que não inclui vitimação, mas sim bem-estar, auto-realização, motivação, e uma grande vontade de vencer e ser feliz.
O voluntariado na APAV fez com que eu evoluísse, tanto como ser humano como profissional, e o trabalho dos voluntários, no dia a dia, é a força da instituição, e é o que permite à mesma chegar aos seus utentes, marcar a diferença e mudar vidas para melhor.”

Pedro Machado 
25 Anos
Psicólogo
Voluntário no Gabinete de Apoio à Vítima do Porto

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“Tendo acabado a licenciatura em Educação Social recentemente decidi, ainda no decurso formativo, escolher uma instituição para me oferecer como voluntário visando obter uma experiência profissionalizante que me oferecesse novos conhecimentos, enriquecesse o meu currículo e satisfizesse a minha necessidade de altruísmo. Encontrei na APAV uma instituição que, para o seu funcionamento, aposta fortemente num sistema de voluntariado onde a organização, formação contínua e responsabilização do voluntário são estratégias presentes. Confesso que, num primeiro momento, foi esta filosofia da APAV que mais pesou na minha escolha.
A minha experiência tem sido, a vários níveis, bastante gratificante. Encontrei no Gabinete de Apoio à Vítima de Santarém uma equipa entusiasmada onde a partilha de conhecimentos se faz de uma forma aberta e enriquecedora.
Ao longo deste tempo, despertei para a causa da APAV. Presenciei testemunhos impressionantes nos atendimentos feitos. Histórias de vidas dilaceradas, como por exemplo na violência doméstica, que mostram que o ser humano pode, mesmo quando tudo parece desfeito e perdido, reiniciar, levantar-se, reinventar-se e reconstruir uma nova vida tão ou mais bela que aquela que já teve.
A vontade das vítimas de porem cobro a sua história de vitimação é condição sine qua non. Contudo, o contributo dos técnicos é fundamental nestes processos pois parte deles, por vezes, o impulso para o desencadear da vontade de mudança das vítimas e/ou denuncia dos casos. Os Técnicos de Apoio à Vítima oferecem às vítimas o apoio psicológico, jurídico e social essencial para minimizarem o sentimento de insegurança que uma vítima de crime sente. Na APAV o voluntário sente-se responsabilizado e, por isso, valorizado.”

Nuno Godinho e Cunha 
30 Anos
Técnico Superior de Educação Social
Voluntário no Gabinete de Apoio à Vítima de Santarém

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“Quando procurei a APAV para exercer voluntariado, sabia de antemão que não seria uma tarefa fácil, uma vez que o apoio à vítima de crime contempla algumas especificidades a nível profissional e também pessoal. Trabalhar nesta instituição não é ficar circunscrito à nossa área de formação, é conseguir dar respostas de cariz multidisciplinar às necessidades de cada utente. Foi esta vertente que me entusiasmou a constituir-me como voluntário desta instituição e gratificação pessoal que obtenho retiro-a sempre que podemos efectivamente corresponder às expectativas dos utentes que nos procuram. Paralelamente, o ambiente de partilha e de camaradagem que se estabelece entre os Técnicos de Apoio à Vítima é também uma mais-valia no desempenho da minha função. Funcionamos como uma rede coesa onde todos os esforços confluem em nome do superior interesse da vítima de crime.
O silêncio é o grande cúmplice da vitimação. Muitas vezes, é um silêncio que anda de mão dada com o medo e com a vergonha. Os voluntários são uma força importante nos Gabinetes de Apoio à Vítima. O voluntariado nesta instituição é um trabalho enriquecedor e desafiador a vários níveis, onde cada história toca de diferentes maneiras e a gratificação retira-se de cada pequena vitória, do quebrar das barreiras intransponíveis do silêncio, de cada história partilhada e das diligências efectuadas para apoiar os nossos utentes. Porque esperas? Está ao alcance de cada um fazer algo.”

Mário Veloso 
23 Anos
Psicólogo
Voluntário no Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra


(toda a informação foi retirada do site da associação www.apav.pt)

domingo, 4 de janeiro de 2015

No mês de Janeiro lê-se em Braille

   A Historia da Acapo
A ACAPO, Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, fundada a 20 de Outubro de1989 por fusão da Associação de Cegos Louis Braille, a Liga de Cegos João de Deus e a Associação de Cegos do Norte de Portugal.
A génese do movimento associativo de pessoas cegas
No fim do século XIX, aparece em Portugal o movimento associativo entre pessoas deficientes visuais. A Associação Promotora do Ensino dos Cegos (APEC) existe desde 12 de Março de 1888, data em que foi inaugurada. Situada inicialmente em Pedrouços, depois de ter funcionado por alguns anos junto às Janelas Verdes, ficou instalada, num edifício próprio, em Campo de Ourique. Em 1912 tomou por patrono António Feliciano Castilho, escritor cego. A APEC é hoje, por essa razão, também denominada Instituto Feliciano Castilho. No entanto, podemos ir muito mais longe na História. Em vários registos encontramos a referência “dos cegos papelistas“, que eram membros de uma irmandade de cegos, intitulada, Irmandade do Menino Jesus dos Homens Cegos. A Irmandade, criada em 1749, estava ligada à paróquia de S. Jorge, em Lisboa, e usufruía de privilégios reais, pois só os seus membros podiam apregoar e vender pelas ruas papéis, impressões, gazetas, folhinhas... (Tengarrinha, 1965:43). Argumenta-se que esta associação criava repetidamente, já naquela época, guerra de interesses entre livreiros, que se queixavam de prejuízos causados pelo protecionismo régio dispensado à Irmandade.
Segundo Joaquim Guerrinha (1913-1976) existiu uma associação de cegos, também fundada em Lisboa, no século XVI, que se dedicava a defender os interesses dos que se dedicavam à venda "de diversos artigos de quinquilharias e bijutarias". Esta afirmação é feita pelo próprio no seu livro "Monografia para a História Geral da Associação de Beneficência Luís Braille desde a sua Fundação". No entanto, não se conhecem mais registos ou pormenores sobre o tema. De destacar que Joaquim Guerrinha ficou cego aos 18 meses de idade devido a uma conjuntivite grave. Com 7 anos ingressa no Instituto de Cegos Branco Rodrigues. É aqui que frequenta a escola regular e ao mesmo tempo estuda música (piano) no Conservatório. O gosto pela música fê-lo terminar o curso no Conservatório com a ilustre nota de 19 valores. Desde aí trabalhou como músico em vários estabelecimentos. Paralelamente à carreira artística ele começa a intervir com crescente determinação na vida associativa e na luta pelo reconhecimento e dignidade dos direitos dos cegos. É no ano de 1941 que entra para a Direção da Associação Louis Braille. Em 1951 participa na fundação da Liga de Cegos João de Deus.
No entanto foi no princípio do séc. XX e à semelhança do que acontecia um pouco por toda a Europa, consequência da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), um grupo de cidadãos deficientes visuais portugueses constatou a necessidade de se organizar e aglutinar para reivindicar melhores condições de vida. Foi o que fizeram Estêvão Pereira Guimarães, António Gomes Porto e Manuel Rocha, dando origem, a 25 de Julho de 1927 à Associação de Cegos Louís Braille, ACLB, primeira associação organizada para deficientes em Portugal. Tinha como lema «auxílio aos trabalhadores cegos – propaganda da habilitação profissional dos cegos». Em 1951, surge a Liga de Cegos João de Deus, criada por uma cisão interna que dividiu a opinião dos associados da Louis Braille. Não podemos deixar de aqui referir que foi esta Associação que encetou pela primeira vez contactos com congéneres internacionais.
A 10 de Janeiro de 1958, quando a Liga de Cegos João de Deus tinha apenas sete anos de existência e a ACLB já tinha ultrapassado os 30, foi criada a Associação de Cegos do Norte de Portugal (ACNP), a fim de proporcionar aos cegos da região do Porto condições para a abordagem e discussão dos seus problemas específicos. Apesar de ter sido a última das associações de cegos a ser constituída, foi a primeira, em 1974, a ter uma Direção presidida por um associado cego.
Mais tarde, no princípio dos anos 80, mais precisamente a 24 de Julho de 1980, surgiu em Portugal a Associação Promotora de Emprego de Deficientes Visuais, APEDV.
O aparecimento da ACAPO
Em finais da década de 80, verificando-se a existência de várias organizações a trabalharem para o mesmo grupo alvo – a população deficiente visual  – e em tudo similares quanto a objetivos e atividades, os deficientes visuais portugueses iniciaram um longo e inovador processo no sentido da criação de uma única Instituição, de âmbito nacional, procurando através da rentabilização de sinergias e da convergência de recursos financeiros, humanos e físicos, aumentar e melhorar a intervenção que vinha sendo desenvolvida.
Assim, a 5 de Novembro de 1988, a Associação de Cegos “Luís Braille“ faz uma proposta de unificação das Associações de Cegos Portuguesas. Em consequência da proposta, três das principais e mais antigas Instituições portuguesas de deficientes visuais, a ACLB, LCJD e ACNP, fundiram-se, dando origem a 20 de Outubro de 1989 à Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal. Uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) com características únicas no movimento associativo de deficientes em Portugal, tanto ao nível da sua estrutura organizacional, como nos fins e atividades desenvolvidas.

Missão
Defender, representar e promover o empowerment dos deficientes visuais portugueses, a nível nacional e internacional, garantindo a sua plena participação e exercício da cidadania, através de uma intervenção especializada em todo o território nacional e de uma consistente atuação internacional.
Visão
- Mantermo-nos como a instituição de referência na área da deficiência visual em Portugal.
- Constituirmo-nos como os interlocutores e parceiros por excelência do Estado, para o desenho e operacionalização das políticas e medidas para as pessoas com deficiência visual.
- Assumirmo-nos como os principais parceiros chave das comunidades locais e dos seus agentes em prol da inclusão das pessoas com deficiência visual.

Contato:
Direção Nacional

Av. D. Carlos I, n.º 126  9.º andar
Lisboa
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Portugal

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